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‘Governadores do Nordeste querem a divisão do País’ afirma Bolsonaro em tom de confronto com políticos da região

Presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia de inauguração de usina de energia em Sobradinho, na Bahia. (Foto: Reprodução/Estadão) 

Sobradinho (BA)  O presidente Jair Bolsonaro disse em entrevista exclusiva ao Estadão que, em seu entendimento, governadores do Nordeste estão agindo para “dividir o País”, enquanto ele trabalharia para unir. Bolsonaro cedeu uma entrevista, enquanto se deslocava em Sobradinho, na Bahia, na sua segunda viagem ao Estado em menos de um mês após controvérsia com políticos da região.

Em um áudio captado pela TV Brasil, Bolsonaro diz que o governo federal não devia dar “nada” para o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB). Ele negou que na ocasião tenha usado o termo “paraíba” de forma pejorativa.

O presidente também falou sobre as polêmicas causadas por declarações recentes, o disse que tenta ser um pouco mais polido, mas, que o seu ‘estilo’ é o mesmo da época da campanha. Aos que criticam-o, afirmou: “Paciência. Já sabiam que eu era assim. A gente procura se polir um pouco mais, porém acontece”.

Acompanhe os principais trechos da entrevista:

Mercosul e União EuropéiaQuestionado se o acordo entre os blocos foi a maior conquista de seu governo, Bolsonaro disse que o governo de Michel Temer deu 1 bom passo na evolução do acordo e “nós simplesmente fechamos”. “Foi feito 1 acordo entre nós, como reduzir imposto por parte deles para não perder competitividade. E esse acordo abre espaço enorme para o comércio com a Europa”. Bolsonaro ainda defendeu que virá 1 mercado consumidor “enorme”, com influência de países de fora do bloco, como Japão e Coreia do Sul. “Temos 25% do PIB pela frente”. “O Brasil ganha”, concluiu.

Desmatamento na Amazônia 
Sobre os dados que mostram aumento de 40% no desmate da região, e se há interesse estrangeiro nas informações divulgadas, disse: “Tinham interesse por essa área antes do Brasil ser descoberto”. “É a área mais rica do mundo, sem comentários”, completou. Também afirmou que a esquerda “usa as minorias para atingir seu objetivo”, que não há “benefício nenhum” nas políticas de cotas, e que “usam o índio, usam o negro, usam a comunidade LGBT para atingir seus objetivos. Usam o povo do Nordeste muitas vezes”.

Indicação PGR 
O presidente ainda afirmou que a próxima escolha para o comando da PGR (Procuradoria-Geral da República) é uma decisão pessoal. Não quero “um cara que fique lá só preocupado de forma xiita com questão ambiental ou de minoria. Quero uma pessoa que vá ao Parlamento e converse comigo”, disse.

Vaza Jato O presidente reafirmou apoio ao ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública) no caso de vazamento de mensagens dele e de procuradores da Lava Jato. “É fazer justiça, não é proteção”, disse. Bolsonaro comparou a divulgação das mensagens com o roubo de 1 carro e a receptação do valor da venda. “Quem recebe algo que foi recebido de forma criminosa, como os dados dos telefones, está praticando receptação também”, afirmou.


Com informações de 
Estadão



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