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Trabalhando a Liberdade' possibilita ressocialização de presos e economia de custos de materiais e execução de serviços para o Estado



Vinte reeducandos iniciaram nesta quinta-feira (12/09) a reforma do 1º Departamento Integrado de Polícia (DIP) e da 1ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), localizados na avenida Duque de Caxias, nº 1.928, Praça 14 de Janeiro, zona sul de Manaus. Essa é a terceira fase do projeto de ressocialização “Trabalhando a Liberdade”, criado em janeiro deste ano pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).


Na primeira fase do projeto, em julho, após passarem por capacitações, os reeducandos realizaram a reforma da garagem da Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam), que funciona na sede do Comando de Policiamento Especial (CPE) da Polícia Militar do Amazonas (PMAM). Já na segunda fase, realizada em agosto, os reeducandos participantes do projeto atuaram na reforma de um trecho da AM-070, após a ponte Jornalista Phelippe Daou (conhecida como Ponte Rio Negro). Até o momento, o projeto possibilitou uma economia aos cofres do Estado de aproximadamente R$ 5 milhões, em custos de materiais e de execução de serviços.

A nova frente de trabalho dos internos conta com a parceria da Secretaria de Segurança Pública (SSP-M), Polícia Militar (PMAM) e Polícia Civil. Para o DIP e Cicom, foram deslocados os internos do Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat) e do Centro de Detenção Provisório Masculino 2 (CDPM 2), ambos situados no km 08 da BR-174 (Manaus-Boa Vista).

O grupo irá executar diferentes serviços, como limpeza, pintura, elétrica, hidráulica, roçagem e outros. O secretário da Seap, coronel Vinícius Almeida, lembrou as atividades extramuros realizadas pelos internos nos últimos meses. 
Almeida explicou que os reeducandos passam por um processo seletivo antes de começarem a trabalhar dentro das unidades prisionais. Após avaliação de uma equipe multidisciplinar, os internos se tornam aptos a participar dos cursos de qualificação oferecidos nos presídios. “Primeiro, o interno tem que querer trabalhar, se ressocializar. Depois de passar por uma série de critérios, ele pode trabalhar e prestar serviço à sociedade”, disse o secretário.

O comandante-geral da PMAM, coronel Ayrton Norte, destacou a importância do projeto de ressocialização da Seap. “Nossas Cicoms e quartéis estão sendo reformados com esse trabalho, que vai reduzir a pena deles e reintegrá-los à sociedade. Estamos combatendo o crime, e, aqueles que estão procurando se ressocializar, acolhemos de braços abertos porque merecem uma chance”, afirmou.

O delegado-geral Lázaro Ramos informou que a Delegacia do Idoso será a próxima unidade a receber reparos com a mão de participantes do projeto. “A parceria vem fazer com que nossos prédios tenham visibilidade para que todos tenham um ambiente saudável e tranquilo”, disse.

Remição de pena – Hoje, cerca de 1,1 mil internos do sistema prisional fazem parte do projeto de ressocialização, que garante um dia de pena a menos a cada três dias de trabalho ou estudo.

Terceirizadas – Para a execução dos serviços, as empresas terceirizadas Embrasil e Umanizzare Gestão Prisional disponibilizaram todo o material que será usado durante a reforma da delegacia.


FOTOS: CLÁUDIO HEITOR/SECOM

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