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Seu gato não te dá bola? Só poucos privilegiados entendem emoções felinas.


Uma nova pesquisa canadense sugere que algumas pessoas conseguem interpretar sutilezas nas expressões faciais dos gatos, e o que os felinos querem dizer quando fazem essas caras. 

Realizado pela Universidade de Guelph, em Ontário, o estudo recrutou cerca de 6,3 mil pessoas de 85 países, que assistiram a 20 vídeos com closes em rostos de gatos em situações prazerosas ou desconfortáveis. Sem saber o que se passava com os bichos, os participantes então responderam um questionário em que tentavam identificar o que os bichos estavam sentindo.

Embora a maioria tenha ido mal no teste, cerca de 13% dos 6,3 mil participantes obtiveram uma pontuação alta —grupo que os pesquisadores chamaram de "encantadores de gatos".

O próximo passo é identificar por que algumas pessoas conseguem fazer isso e outras não.

Gosto não se discute

 Curiosamente, o fato de gostar ou não de bichos não fez tanta diferença: em alguns casos, os participantes disseram não se considerar grandes fãs de bichos. Alguns "gateiros" convictos, por outro lado, tiveram uma pontuação fraca. 

Já gênero e idade parecem ter alguma influência no resultado: mulheres e jovens se saíram melhor que adultos e homens no reconhecimento de expressões faciais felinas. 

Segundo um dos pesquisadores, esta conclusão bate com a de estudos anteriores, que mostraram que mulheres têm mais facilidade em interpretar sinais não-verbais de emoção em humanos e cachorros.

Gato e sapato

 Até então, a única pesquisa sobre expressões de gatos focava nas caras de dor dos bichos. O estudo atual, divulgado na edição mais recente da revista Animal Welfare, é o primeiro a avaliar várias sensações positivas e negativas dos felinos. 

Segundo os autores, a pesquisa abre as portas para a possibilidade de treinar veterinários e cuidadores para identificar as emoções dos bichos, tratá-los de modo mais eficiente e melhorar a qualidade de vida dos bichanos. 

O estudo também mapeou vários pontos que permitem identificar emoções animais, e que podem ajudar a desenvolver sistemas de aprendizado de máquina para tratamento veterinário.



Fonte: UOL 

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