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TARTARUGAS APARECEM NA PRAIA DA PONTA NEGRA EM MANAUS FAZENDO NINHO



Um grupo de amigos encontraram no final da tarde da última terça-feira (28/04) na Praia da Ponta Negra, zona Oeste de Manaus um bando de tartaruga fazendo covas (ninho) para colocar ovos no local.

A cena chamou atenção dos jovens que estavam passeando pelo local. A Ponta Negra, está com a praia interditada desde o dia 22/3. A medida é parte das determinações do prefeito Arthur Virgílio Neto para estimular o isolamento social e proteger a população do contágio pela doença do Covid-19. A interdição foi alinhada entre a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e o Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb).

Na sexta-feira (24/04) foi flagrada pelo o guarda municipal Adriano Gomes, um Bicho Preguiça passeando pelo o calcadão da Ponta Negra. Na segunda-feira (27/04) outro guarda municipal encontrou na beira da praia um Arraia. 

Tartaruga da Amazônia

A tartaruga da amazônia é um quelônio de água doce da família Podocnemididae e que vive no Rio Amazonas e seus afluentes, também conhecida como jurará-açú, araú, capitaris e aiuçá. É considerada o maior quelônio de água doce da América do Sul ocorrendo na Colômbia, Venezuela, Guianas, Brasil, Peru, Equador e Bolívia. No Brasil, ocorre em todos estados da região Norte e nos estados de Goiás e Mato Grosso, assim como na região Centro-Oeste. Pode chegar a 90 centímetros de comprimento e pesar até 75 quilos.

Apesar de ser conhecida como tartaruga, na realidade, a Podocnemis expansa é um cágado, pois quando precisam esconder a cabeça, ela é dobrada lateralmente para dentro do casco, o que difere das tartarugas e dos jabutis que retraem o pescoço verticalmente para dentro do casco. A tartaruga-da-amazônia é caracterizada pela presença de casco ósseo, de forma oval, coberto por placas córneas e a presença de manchas escuras regulares na carapaça com cores pretas, alaranjadas ou marfim. As patas são curtas e apresentam cinco unhas nas anteriores e quatro nas posteriores, sendo muito potentes. A cabeça é achatada e possui desenhos no rosto que funcionam como uma impressão digital e não se repetem de um indivíduo para o outro. Esta característica em especial é importante para estudos que fazem o acompanhamento da tartaruga-da-amazônia, pois estes desenhos permitem identificar cada indivíduo.

As fêmeas normalmente são maiores do que os machos. A espécie possui um único período reprodutivo anual. O período da desova começa em setembro e termina em dezembro. Após encontrar o local ideal para a desova, elas ficam em repouso no leito do rio durante quatro a cinco dias observando a praia de dentro da água e fazendo visitas ao local durante a noite para reconhecer os possíveis pontos de abertura da cova e formação dos ninhos.
A oviposição pode durar até quatro horas e ocorre geralmente no período da noite, mas eventualmente podem ocorrer pela manhã, como observado nos rios Xingu e Trombetas, no estado do Pará. São depositados de 50 a 300 ovos que são cobertos com areia pelas fêmeas após concluir a desova. Os ovos são redondos e de casca flexível e eclodem após 40 a 80 dias de incubação. Assim como em outras espécies de quelônios, a temperatura é um fator ambiental importante para a determinação do sexo da tartaruga-da-amazônia, onde temperaturas mais elevadas no ninho resultam em um maior número de fêmeas e temperaturas mais baixas resultam em mais machos eclodindo dos ovos.

A principal ameaça à existência da tartaruga-da-amazônia ainda é o homem, pois embora a captura de adultos e a coleta de ovos de quelônios seja proibida pela legislação brasileira, essa é uma prática comum na Amazônia ainda nos dias de hoje. A implantação de hidrovias e reservatórios de usinas hidrelétricas também contribui para a perda e fragmentação do habitat deste animal na natureza.






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