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Governo estuda abertura de enfermarias em comunidades indígenas do AM para pacientes de Covid-19


Indígenas foram à porta do hospital de referência de Manaus para protestar — Foto: Carolina Diniz

Medida emergencial é estudada pela saúde e órgãos responsáveis pela saúde e direitos indígenas. Região de foco é Alto Rio Negro.

Comunidades indígenas do Amazonas, com atenção especial a municípios do Alto Rio Negro, podem receber a abertura de enfermarias para o atendimento de pacientes de Covid-19 atendidos na região. A medida foi proposta após uma reunião entre representantes da Secretaria de Saúde do Amazonas e da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai).
A área é de responsabilidade do O Distrito Sanitário Especial Indígena do Alto Rio Negro, que atende cerca de 28,5 mil indígenas distribuídos pelos municípios de São Gabriel da Cachoeira, Santa Isabel do Rio Negro e Barcelos.
No Alto Rio Negro já foram confirmados casos de coronavírus em 16 indígenas, com duas mortes, de acordo com balanço mais recente atualizado pela Sesai.
Em relação à população geral dos três municípios que compõem a área, são 649 casos confirmados na região. Em todo o Amazonas, o número ultrapsssa a marca de 23 mil, com mais de 1,5 mil mortes.
A proposta é tratada como medida emergencial para apoio a indígenas moradores do interior do Amazonas. Uma segunda reunião entre os órgãos deve acontecer nos próximos dias.
Participaram do encontro o secretário executivo adjunto de Assistência Especializada ao Interior, Cássio Espírito Santo; representantes do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) e Secretaria Municipal de Saúde, de São Gabriel da Cachoeira; Fundação Nacional do Índio (Funai); Exército Brasileiro; além de organizações não governamentais (ONGs) de saúde, que estão atuando na atenção às populações vulneráveis.
A ONG Expedicionários da Saúde também apresentou proposta de apoio, com o envio de equipamentos para fortalecer as unidades de saúde e o aluguel de mais uma aeronave, que ficaria baseada no município de São Gabriel da Cachoeira. Esta aeronave se juntaria a outras seis já disponibilizadas pelo Governo do Amazonas para o transporte de pacientes do interior para a capital.

Hospital de atenção indígena


Ainda na primeira quinzena de abril, o governo do Amazonas anunciou que o estado receberia, por meio do Ministério da Saúde, um hospital de campanha com atenção voltada a indígenas contaminados pelo novo coronavírus. De acordo com o governador Wilson Lima, a estrutura funcionaria funcionar em um centro de atendimento de saúde que já funciona em Manaus.
No início de maio, representantes do Ministério da Saúde que estiveram em Manaus afirmaramque há uma tentativa em viabilizar a construção emergencial de um hospital para os indígenas, além de um reforço na preparação do Hospital de Retaguarda Nilton Lins para atender a demanda. Sem mais detalhes sobre prazos ou ações específicas.

Auxílio

Os municípios de São Gabriel da Cachoeira (distante 862 quilômetros de Manaus) e Tabatinga (distante 1.106 quilômetros de Manaus) receberam, no início da semana, a entrega de duas toneladas de respiradores e Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) realizadas pelo Ministério da Saúde (MS).
Além de equipamentos e insumos, o Ministério da Saúde também enviou 11 profissionais de saúde para reforçar o quadro de médicos e enfermeiros que estão atuando nas unidades.
Em São Gabriel da Cachoeira, na região conhecida como Cabeça do Cachorro, foram entregues oito ventiladores pulmonares, além de 69.310 itens de EPIs, 300 frascos de álcool em gel e 300 litros de álcool a 70%.
No município de Tabatinga, foram entregues dez ventiladores pulmonares e 49 mil itens de EPIs. Na cidade, o atendimento referenciado aos doentes também está sendo feito no Hospital de Guarnição do Exército.


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