Quatro banhistas morreram e ao menos 20 ficaram feridos depois de uma série de ataques de piranhas nos últimos dias.

Conforme notícia publicada pelo The Mirror, os casos deixaram as autoridades paraguaias alarmadas.

Em Itá Enramada, região ao sul de Assunção, um homem de 22 anos morreu após ser atacado por piranhas enquanto nadava no rio Paraguai.

A família do jovem o viu desaparecer nas águas do rio e acionou a polícia. As buscas pelo rapaz duraram aproximadamente 45 minutos, quando as equipes de resgate conseguiram localizar seu corpo com sinais de mordidas.

Para as autoridades, o comportamento do peixe está diferente do habitual, mostrando uma agressividade acima da normalmente registrada na região.

Os ataques estão cada vez mais constantes no Rio Paraguai
Além do jovem de 22 anos, outras três pessoas morreram em ataques semelhantes. Um homem de 49 anos teve seu corpo localizado no rio Paraguai após desaparecer na água na região de Puerto Rosario.

Exames forenses realizados em seu corpo confirmaram que ele também foi atacado pelas piranhas, que feriram principalmente a região de seu rosto.

Pouco tempo depois, outras duas pessoas foram mortas, desta vez no rio Tebicuary, em Misiones. Os corpos também foram localizados com ferimentos causados por piranhas.

Ao menos 20 relatos de banhistas sendo feridos por estes peixes foram identificados no dia de Ano Novo, sendo que destes, sete foram na praia do clube de natação Bella Vista, em Itapuã.

Segundo Adrian Cardoza, gerente do clube, a possibilidade de utilizar produtos químicos para afastar os peixes está sendo estudada pela equipe do local.

Segundo o biólogo Julio Javier Capli, as piranhas podem se esconder entre a vegetação flutuante dos rios antes de realizarem os ataques aos banhistas, sendo mais propensas a atacarem na época de reprodução e durante os períodos quentes do ano.

Ainda conforme a explicação do biólogo, as piranhas se movem em cardumes, sendo que o macho normalmente é responsável por atacar para proteger seus filhotes.

Diferente dos filmes, o ataque ocorre dentro da água e não com o peixe pulando como é retratado.