Mirella Fernanda, que tinha apenas 1 ano, deu entrada no pronto-socorro do município de Penápolis, no interior de São Paulo, sem vida, com sinais de estupro e agressão na tarde da última segunda-feira (14).

De acordo com o Boletim de Ocorrência (BO), a criança chegou com rigidez cadavérica, diversas marcas roxas e dilaceração do ânus, aparentando violência sexual.

A médica responsável por receber a menina, que foi levada à unidade hospitalar por uma ambulância do Corpo de Bombeiros, acionou a Polícia Militar (PM) após notar os sinais de violência e suspeitar da versão apresentada pela mãe.

Questionados pela polícia, a mãe e o padrasto, que não tiveram os nomes revelados, disseram que colocaram a menina para dormir na noite de domingo (13) e só perceberam que a ela estava morta no dia seguinte, quando foram acordá-la, por volta das 11h.

Em contato com o Conselho Tutelar da região, a PM descobriu que haviam diversas denúncias de maus-tratos envolvendo a vítima.

Investigação

A Polícia Civil abriu um Inquérito Policial (IPL) para investigar o caso.

Em contato com a imprensa local, o delegado Eugênio Pedro ifnormou que ainda estão no agurdo do laudo pericial.

“O corpo foi enviado para Promissão, pois não havia pediatra para atender em Penápolis, do mesmo modo que o caso foi mandado para o IML de Araçatuba, já que aqui não tem. O laudo demora pelo menos uns 30 dias para sair, pois ainda será enviado a São Paulo”, afirmou o delegado.

Ainda segundo o delegado, a mãe e o pai não receberam voz de prisão, pois não havia embasamento jurídico necessário para tal.

“O casal foi ouvido e liberado. Como que um delegado faz um flagrante sem laudo? Além disso, quem determina a prisão é o juiz, o delegado apenas repõe. Isso não descarta nada. Mas também não posso fazer muito sem laudo”, relata.

Pedro também negou a existência de outras denúncias ao conselho tutelar, envolvendo violência ou abuso relacionado à vítima.

Luto

O corpo da menina foi enterrado na tarde de terça-feira (15), em Promissão (SP), cidade onde o pai biológico da criança mora.

O caso gerou bastante revolta e comoção na cidade e na tarde de terça, moradores realizaram uma manifestações para pedir Justiça pela morte da criança.

O Prefeitura de Penápolis decretou luto oficial de três dias pela morte da pequena Mirella Fernanda.

Segundo o prefeito Caique Rossi, o ato é uma forma de manifestar solidariedade à família pelo sentimento de dor e saudade, e de protestar contra qualquer forma de violência e maus-tratos, especialmente neste caso, contra crianças e adolescentes.

Fonte: Em Tempo