Amazonas – No ápice da pandemia de Covid, em 2021, muitos pacientes de Parintins tiveram de ser transferidos para a capital a fim de receberem atendimentos especializados, não disponíveis na ilha Tupinambarana, que fica distante 369 km de Manaus.

A prática ocorreu com mais intensidade durante a pandemia, mas não é incomum no município. Os pacientes, que precisam de cirurgias, por exemplo, e não podem aguardar pelos famosos ‘mutirões’, são encaminhados para Manaus com o custeio assumido pelo estado. O mesmo não ocorre com os acompanhantes.

“Quem custeia esse deslocamento e o tratamento do paciente é o governo do estado. A maioria é oriunda de famílias humildes. O acompanhante, seja ele um familiar ou um cuidador, precisa de recurso para se manter na capital, durante o tratamento do paciente. Precisa pagar pela alimentação, alojamento e deslocamento na cidade. Por causa da falta de recursos para manter o acompanhante, muitos pacientes desistem do tratamento e voltam para casa sem estar completamente restabelecidos”, relatou a vereadora Brena Dianná.

Para solucionar o problema, a parlamentar apresentou, durante a sessão plenária desta segunda-feira (9), uma indicação à Prefeitura Municipal de Parintins para criação de um benefício para este fim. “O auxílio-deslocamento irá atender os acompanhantes de pacientes que fazem tratamento na capital. É uma forma de proporcionar apoio no sentido de evitar que o paciente seja obrigado a suspender o tratamento, o que pode levar a piora no quadro clínico”, disse a vereadora.