O jogador de 35 anos deixará o Manchester United no fim de junho. Estará livre. Boca e River sonham com ele. Times dos EUA e do Oriente são possibilidades. No Brasil, o Palmeiras surge como o maior candidato

O Corinthians deixou de sonhar.

As dificuldades para receber o dinheiro da Taunsa, para pagar Paulinho, mataram qualquer esperança.

O Flamengo tem Gabigol e Pedro.

O Atlético Mineiro se orgulha, com razão, de Hulk.

O São Paulo anuncia que comprará Calleri.

O Botafogo, em formação, de John Textor, foi recusado.

Só há um único clube no Brasil com direito a sonhar com Cavani.

É o Palmeiras.

A presidente Leila Pereira ainda deseja um jogador midiático, com fama mundial.

Quando ela assumiu o lugar de Mauricio Galiotte, seus apoiadores repetiram à exaustão o nome do atacante uruguaio.

Mas em janeiro a transação era impossível.

Ele tinha contrato até junho com o Manchester United.

E com salário de R$ 6 milhões mensais.

Situação impensável.

Acontece que Cavani não ficará no Manchester United. Aos 35 anos, está procurando outro clube para seguir jogando futebol.

Reserva no time de Cristiano Ronaldo, o atacante uruguaio não tem mais o mesmo prestígio. Equipes grandes europeias não cogitam investir no jogador.

Ele já foi comprado pelo Paris Saint-Germain em 2013 por 60 milhões de euros, cerca de R$ 315 milhões. Seu atual valor, pelo site especializado em transações Transfermarkt, é de 4 milhões de euros, R$ 21 milhões. Dinheiro que quem contratá-lo não vai gastar pagando a clube algum.

O atacante terá seus direitos, a partir de junho, com a não renovação com o United.

A hora é de Cavani se mostrar ao mercado.

E é isso que começou a fazer.

Deu uma entrevista à ESPN.

E deixa aberta a possibilidade até de atuar na América do Sul.

Boca Juniors e River Plate, mesmo em crise financeira, também cogitam Cavani.

Alguma chance de isso se tornar real? “Para mim, o futebol é tão lindo. E, onde estiver, eu o vivo da mesma forma. Não sou aquele tipo de pessoa que diz que tal liga é melhor, que ganhar um título lá é diferente de ganhar aqui… Sim, pode ser mais difícil, mais competitivo. Mas, para mim, o futebol, vou jogá-lo do mesmo jeito, em qualquer time em que eu estiver.”

“Quando assisto pela televisão a um jogo da Libertadores, quando vejo um clássico da América do Sul, fico arrepiado, adoro assistir, adoro sentir. Imagino se um dia sou eu ali, jogando.”

“Não é um futuro distante, pode acontecer, porque não subestimo nada no futebol. E muito menos hoje, quando se trabalha tanto, é muito equilibrado. Se observamos a final entre Palmeiras e Chelsea, foi um jogo equilibrado, competitivo. Por isso eu não subestimo nada no futebol. Eu gosto e sou apaixonado pelo futebol como um todo, não por uma liga.”

Abel Ferreira pede um atacante de referência há mais de um ano.

Galiotte era absolutamente contra pagar muito a atletas na fase final da carreira, com mais de 30 anos.

Tanto que o Palmeiras perdeu Hulk, que pediu R$ 1,5 milhão por mês antes de fechar com o Atlético Mineiro.

R$ 6 milhões a um jogador seguem inviáveis no futebol da América do Sul.

Cavani deve baixar seu patamar.

O auge passou na Europa.

Oriente ou Estados Unidos surgem como possibilidades maiores.

Mas algo é certo.

Cavani quer encerrar sua carreira na América do Sul, de onde saiu há 15 anos.

Palermo, Napoli, Paris Saint-Germain e Manchester United já o fizeram milionário.

Agora, a partir de junho, poderá, literalmente, jogar onde quiser.

Ele está à disposição, esperando a melhor proposta.

Se Leila Pereira e Abel Pereira quiserem, será uma possibilidade real.

Improvável, pela quantia que está acostumado a receber.

Mas não impossível.

A chance do jogador midiático surgiu.

Basta o Palmeiras analisar se vale a pena ou não.

 

Fonte: R7

Foto: Divulgação