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Condenado a nove anos por estupro coletivo, Robinho não pode ir a 195 países, fará parte da lista de procurados pela Interpol. Quer viver normalmente no Brasil, aproveitar não existir extradição para brasileiros

São Paulo, Brasil

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Ucrânia, Uganda, Uruguai, Uzbequistão

Vanuatu, Venezuela, Vienã

Zâmbia, Zimbábue

O Ministério Italiano confirmou que o nome de Robinho será colocado na lista dos procurados pela Interpol.

Na prática, ele não poderá pisar em nenhum de 195 países que será imediatamente preso. E extraditado para a Itália para cumpria pena de nove anos de cadeia, pela condenação de estupro coletivo.

A ministra de Justiça, Marta Cartabia, pedirá a extradição de Robinho. Mesmo sabendo que ela não acontecerá.

O Brasil não extradita pessoas que nasçam no país, o pedido será de “homologação da pena”, ou seja, que Robinho seja preso e cumpra pena no território nacional. Situação que será muito difícil de se tornar realidade, que os casos são muito raros, de acordo com advogados especialistas em direito internacional.

Amigos do jogador, ligados à diretoria do ex-presidente Orlando Rollo, confidenciam que Robinho está abalado e nem pensa em cumprir a pena de nove anos. Não concorda com a condenação. E seguirá vivendo no Brasil, onde a lei o protege. Mesmo se for para o resto da vida.

Vale lembrar que Rollo o queria no elenco santista, mesmo com Robinho condenado por estupro e com o primeiro recurso recusado pela Justiça italiana. E mais a divulgação dos áudios, nos quais ironizava a vítima do estupro.

“Estou rindo e nem aí. Porque ela estava bêbada”, chegou a dizer…

A tese do jogador segue a mesma, que houve “sexo consensual” com a mulher de origem albanesa, que a Justiça italiana definiu como vítima de estupro coletivo e que teria sido violada por seis brasileiros, entre eles Robinho.

Ele segue em silêncio, acreditando ser vítima de um “massacre” da mídia.

Seus advogados, depois da derrota no julgamento e nos dois recursos para tentar derrubar a pena de nove anos de cadeia na Itália, também optam por ficar calados.

A estratégia é acreditar que a mídia “esquecerá o caso” com o tempo.

Pode até acontecer, mas a condenação tem consequências graves na vida do jogador que disputou duas Copas do Mundo, defendeu o Santos, Real Madrid, Manchester City, Milan, Atlético Mineiro.

A começar por sua carreira, que acabou.

Clube algum aceitará um atleta condenado a nove anos de cadeia por estupro coletivo. Por conta dos patrocinadores, como aconteceu quando o Santos tentou contratá-lo em 2020 e teve de voltar atrás, antes mesmo do julgamento do último recurso.

Robinho está milionário. Tem imóveis caríssimos em Santos e no Guarujá. E deverá viver como recluso, como estava fazendo antes do julgamento de dois dias atrás. Ele tem evitado suas casas no litoral paulista, porque sabe que há jornalistas fazendo campana, esperando que apareça.

O presidente do Santos, Andrés Rueda, está sendo muito pressionado por conselheiros. Eles querem que o clube acabe com as homenagens a Robinho. Como mudar o nome de um dos campos de treinamento da base. Apagar pinturas e tirar fotos do jogador espalhadas pela Vila Belmiro e Centros de Treinamento.

Jamais um jogador tão importante, um ídolo, que disputou duas Copas do Mundo, viveu uma situação tão constrangedora.

Condenado por estupro.

E usando a legislação como escudo.

Robinho só tem duas certezas.

A que sua carreira de jogador acabou.

E que não se entregará às autoridades italianas.

Como não pisará nos países com tratado com a Interpol…

 

Fonte: R7

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