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Corpos das 14 vítimas de acidente aéreo no AM são liberados para as famílias

Manaus – Os corpos das vítimas de um acidente aéreo na região de Barcelos (a 394 quilômetros de Manaus), no Amazonas, foram liberados nesta segunda-feira (18) para as famílias. O desastre deixou 14 mortos: piloto, copiloto e 12 passageiros, todos turistas.

A cidade de Barcelos é um dos principais destinos internacionais de pesca esportiva e recreativa do país. O local é muito procurado por visitantes brasileiros e estrangeiros amantes da pesca, e a temporada atual mal começou.

Agentes do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) em Manaus foram acionados para atender à ocorrência. A causa do acidente ainda está sendo apurada, mas o mau tempo pode ter contribuído para a tragédia.

De acordo com a diretora do Instituto Médico Legal (IML), Sanmya Leite, assim que os corpos foram levados ao instituto, os técnicos realizaram a necropsia e as coletas das digitais para serem confrontadas com os prontuários civis e posterior emissão do Laudo de Identificação.

“Os corpos vieram documentados, uma vez que todas as vítimas portavam os documentos pessoais na hora do acidente. Foram identificadas por metodologia técnico-científica, que é a necropapiloscopia, e a liberação ocorreu no início da madrugada”, explicou.

Participaram dos trabalhos três peritos criminais do Instituto de Identificação, três legistas do IML, além de oito auxiliares técnicos dos dois órgãos. O trabalho foi coordenado pelo Departamento de Polícia Técnico-Científica do Estado do Amazonas (DPTC), seguindo protocolos de Identificação de Vítimas de Desastres. Também houve apoio da Secretaria de Estado de Assistência Social (Seas), que montou uma sala de apoio psicossocial aos familiares das vítimas na sede do IML.

Trabalho minucioso

O diretor do Instituto de Identificação, Mahatma Porto, explicou o trabalho realizado pelas equipes de identificação, ressaltando que em eventos onde acontecem muitas mortes, é preciso que haja uma identificação inequívoca de cada indivíduo.

“Não pode haver um simples reconhecimento, uma vez que muitas vezes os corpos estão irreconhecíveis. Não foi este o caso, pois os corpos estavam bem preservados, mas o método científico que atesta a individualização de uma pessoa é a identificação pelas suas impressões digitais, a princípio”, explicou.

O trabalho da força-tarefa incluiu seis etapas, começando pela solicitação dos prontuários civis das vítimas de outros estados, transporte dos corpos para Manaus, coleta das digitais e envio para o Instituto de Identificação, confrontação com os prontuários civis, emissão de laudos e envio para o IML, até a liberação do corpo pelo médico legista.

Acidente

A região tem tido fortes chuvas nos últimos dias e, segundo autoridades locais, duas aeronaves já haviam voltado para Manaus por causa da tempestade antes do acidente aéreo. De acordo com o governo do Amazonas, o voo partiu de Manaus em direção a Barcelos. O piloto chegou a tentar pousar pousar no aeroporto da cidade, mas perdeu o controle da aeronave.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o empresário Fábio Campos de Assis, momentos antes do acidente, comparando a aeronave a uma “lata de sardinha”. O empresário e outros passageiros estavam a caminho do rio Negro para a prática da pesca esportiva.

Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o avião de matrícula PT-SOG, operado pela empresa Manaus Aerotáxi, estava em situação regular. Trata-se de um bimotor turbo-hélice do modelo EMB-110 Bandeirante, da Embraer. A aeronave tinha capacidade para transportar 18 pessoas.

O acidente aéreo em Barcelos é considerado o mais fatal no Brasil desde 2011. Os dados são da Aviation Safety Network (ASN) — Rede de Segurança da Aviação, em português. As informações são do site metrópoles. No ano de 2011, 16 pessoas morreram na queda de avião da Noar Linhas Aéreas, em Recife, Pernambuco. Duas pessoas da tripulação morreram, além de 14 passageiros.

Fonte: R7



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