Uma diretora de funerária no Reino Unido está sendo investigada após denúncias de que mantinha corpos de bebês em sua casa, fora de instalações funerárias apropriadas. Amie Upton, responsável pela funerária Hunnaball e fundadora de um grupo de apoio ao luto infantil chamado Florrie’s Army, teria guardado corpos de recém-nascidos em ambientes domésticos alegando “dar amor” às crianças após a morte.
A situação veio à tona quando uma mãe, ao visitar a suposta funerária, encontrou o corpo de seu filho em uma cadeira infantil assistindo a desenhos animados na casa da diretora. Outro corpo foi encontrado no sofá. Familiares relataram o ambiente como inadequado e desrespeitoso, descrevendo a cena como “traumática” e comparando o local a um cenário de filme de terror.
O Leeds Teaching Hospitals NHS Trust, responsável pelos hospitais locais, informou que proibiu Amie Upton de acessar necrotérios e maternidades desde a primavera de 2025. A instituição também anunciou a implementação de novos protocolos para o transporte e armazenamento de corpos, a fim de evitar situações semelhantes. Até o momento, as investigações não resultaram em acusações criminais, uma vez que a legislação britânica não exige licenciamento ou regulamentação obrigatória para funerárias.
Apesar das denúncias, Upton alega que seus atos foram motivados por compaixão e que prestava cuidado aos corpos com dignidade. No entanto, famílias afetadas alegam que não foram informadas de que os corpos dos filhos estariam em uma residência particular, o que gerou revolta e indignação. Algumas mães afirmaram que só descobriram a verdade após visitarem pessoalmente o endereço.
O caso levantou um debate nacional sobre a falta de regulamentação no setor funerário do Reino Unido. Especialistas e parlamentares passaram a defender mudanças urgentes na legislação, com a criação de normas obrigatórias para o funcionamento de funerárias e a supervisão das práticas adotadas nesses serviços.


