Em alusão à Campanha Agosto Lilás, de conscientização pelo fim da violência contra a mulher, e ao aniversário de 14 anos da Lei Maria da Penha, comemorado nesta sexta-feira, 7, a administração do Prefeito de Coari, Adail Filho, promoveu uma roda de conversa e uma ação de panfletagem para reforçar a importância dos temas. Os eventos foram realizados pelas Secretarias Municipais Adjuntas da Mulher e Direitos Humanos e de Desenvolvimento Social em parceria com a Delegacia da Mulher do município.

A roda de conversa aconteceu na última quinta, 6, no auditório do Telessaúde, com a participação dos órgãos que fazem parte da Rede de Proteção à Mulher. Já a panfletagem ocorreu nesta sexta, 7, nas feiras, mercados e comércios do Centro de Coari. A programação alusiva ao Agosto Lilás e ao aniversário da Lei Maria da Penha seguirá intensa durante todo este mês nas repartições municipais, com o tema: “Violência Contra a Mulher, Não Tem Desculpa, Tem Lei”. Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher).

De acordo com a secretária municipal adjunta da Mulher e Direitos Humanos Vânia Góes, a atual gestão do município desenvolve diversas políticas públicas voltadas à prevenção e combate à violência doméstica, assim como de assistência e garantia de direitos às mulheres em situação de violência. Além disso, estimula o empreendedorismo com o Programa Capacita Coari. “Possibilitamos qualificação profissional para que as mulheres montem seus próprios negócios e se tornem independentes financeiramente”, declarou.

A escrivã da Delegacia da Mulher Patrícia Mota explicou os tipos de violência contra a mulher (física, moral, psicológica, patrimonial e sexual) e ressaltou a importância de a vítima procurar ajudar, bem como fazer a denúncia para que as medidas cabíveis contra o agressor sejam tomadas. “A maioria das pessoas não sabe, mas nós temos uma Delegacia da Mulher em Coari. Ela funciona no prédio da Delegacia Interativa de Polícia, no bairro Itamarati. Então se você sofre ou presencia algum tipo de violência doméstica nos procure”, pediu.

A coordenadora do Centro de Referência Especializado de Assistência Social – CREAS Creusa Prata foi outra a evidenciar que os técnicos da instituição, que faz parte da Rede de Proteção à Mulher, também estão preparados para fazer a escuta e acolhida qualificada às mulheres vítimas de violência. “O CREAS realiza o atendimento psicossocial e encaminha para os órgãos competentes conforme a demanda. Estamos à disposição para prestar o atendimento e o apoio necessários para romper o ciclo de violações de direitos”, reiterou.

A enfermeira Maricelia Moraes, coordenadora da Saúde da Mulher da Secretaria Municipal de Saúde, por sua vez, explanou sobre como é feito o enfrentamento do problema na Atenção Básica e reforçou a importância do acolhimento e da ética profissional para que as mulheres vítimas de violência se sintam segura para dizer tudo o que aconteceu. Ela também frisou a importância do incentivo ao empoderamento da mulher para que ela saiba seus direitos – que pode trabalhar, ser independente, estar onde quiser e fazer o que quiser.

Jouse Diniz, uma das participantes da roda de conversa, fez um forte e emocionante depoimento e pediu que as pessoas presentes sejam multiplicadoras de informações e orientações de prevenção e combate à violência contra a mulher. “Preste atenção nas mulheres da sua família, de seu convívio social e quando encontrar uma fragilizada não a julgue, tente ajudar de qualquer forma. Sejam multiplicadores das informações que receberam aqui. A mulher que sofre violência não precisa de julgamento, precisa de ajuda”, afirmou.