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A estreia do nadador Gabriel Bandeira em Jogos Paralímpicos não poderia ter sido melhor. Na manhã desta quarta (no horário de Brasília), o paulista da capital brilhou no Centro Aquático de Tóquio nos 100m borboleta, classe S14, dedicada à pessoas com deficiência mental.

Com o tempo de 54s76, o jovem de 21 anos faturou a medalha de ouro e ainda por cima bateu o recorde paralímpico. A prata foi do inglês Reece Dunn e o bronze do australiano Bem Hance.

“Foi uma prova que dei o meu melhor e deu tudo certo. Acabei ficando um período a mais em isolamento no Japão, mas estava me sentindo bem e fiquei muito feliz pela prova e por começar a competição com uma medalha de ouro”, afirmou Gabriel, também conhecido como Bill.

Gabriel Bandeira já tinha mostrado que faria uma prova forte na final ao quebrar o recorde paralímpico ainda nas eliminatórias. Na ocasião, Bandeira passou para a decisão com o segundo melhor tempo com a marca de 56s78.

“Eu nadei as eliminatórias para classificar. Consegui poupar um pouco e na final não pensei duas vezes e fui para cima. Agradeço muito o carinho de todos, da minha família, e ainda tem mais. Importante começar os Jogos Paralímpicos desta forma”, ressaltou o ex-atleta da natação convencional que começou em 2019 a sua história no movimento paralímpico quando cedeu ao seu próprio preconceito e hoje vive um momento único em sua vida.

Ele ainda briga por medalhas nas provas dos 100m peito e costas; nos 200m livre e medley e no revezamento 4x100m livre. Ele voltará a entrar na piscina na próxima sexta, às 5h28 (horário de Brasília), para competir os 200m livre.