A Justiça do Amazonas negou recurso do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram) e manteve, nessa terça-feira (21), a decisão que proíbe a substituição do sistema de bilhetagem nos ônibus do transporte público de Manaus. O novo sistema tem sido alvo de reclamações de usuários do transporte coletivo.

Na decisão em segunda instância, a desembargadora Joana dos Santos Meirelles enfatiza que o sindicato substituiu a empresa que fazia o gerenciamento da bilhetagem eletrônica, em atividade na capital desde 2003, antes do término do contrato.

Na semana passada, a juíza Maria Eunice Torres do Nascimento já havia proibido, em caráter liminar, a troca do sistema e fixado multa R$ 1 milhão por dia em caso de descumprimento.

Falhas

Desde o dia 10 de junho, reclamações a respeito do novo sistema de bilhetagem têm se multiplicado. Mesmo após a parada programada, ocorrida na última sexta-feira (17), para realizar a atualização no sistema Passa Fácil do Sinetram, muitos usuários têm relatado problemas para utilizar o serviço.

Por conta das falhas, longas filas têm sido registradas nos terminais de ônibus e em frente à sede do Sinetram, no Centro, Zona Sul da capital.

Entre os principais problemas relatados pelos passageiros estão:

  • Integração temporal não funciona;
  • Crédito é debitado, mas a catraca não é liberada;
  • Impossibilidade de conferir saldo da carteirinha;
  • Mensagens nos validadores que indicam que a carteirinha está vencida ou bloqueada

Ressarcimento

A Comissão de Defesa do Consumidor da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Amazonas (OAB-AM) orienta que o usuário que está sendo prejudicado faça Boletim de Ocorrência (BO) e ingresse na Justiça para ter seus prejuízos ressarcidos.

Outros órgãos também podem agir como é o caso do Ministério Público Estadual, por meio de ações coletivas.

IMMU orienta usuário a não pagar duas passagens

O Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) se manifestou informando que há um acordo com as empresas de ônibus para que a população não seja penalizada.

O diretor-presidente do instituto, Paulo Henrique Martins, afirmou que, caso o problema seja a catraca ou o validador, a população não será obrigada a pagar duas passagens.

Foto: Jucélio Paiva/Rede Amazônica