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A cantora Luiza Martins, que está em uma disputa judicial contra os antigos responsáveis por agenciar a carreira dela, também tem um processo contra a Workshow Produções Artísticas correndo na Justiça do Rio de Janeiro. Na ação, ela pede que a empresa preste contas de R$ 2,8 milhões que deveriam ter sido pagos a ela e sua ex-dupla, Maurílio, que morreu em dezembro de 2021.

Em Goiás, a cantora tem ao menos dois processos na Justiça contra o empresário e a empresa. Um deles envolve o cancelamento do contrato da artista e a proibição de uso de imagem dela e de Maurílio. Já em outro, Luiza diz que recebia R$ 2,5 mil por mês e pede que o empresário preste contas de contratos que passam de R$ 7 milhões.

g1 pediu um novo posicionamento, em relação ao processo que corre no RJ, para a assessoria de imprensa da Workshow Produções Artísticas, onde o empresário Wander Divino de Oliveira é sócio, por mensagens enviadas às 14h22 desta sexta-feira (12), e aguarda retorno. Anteriormente, eles disseram que, por ora, Wander não iria comentar.

O processo foi distribuído pelo Poder Judiciário do Rio de Janeiro no dia 21 de junho deste ano. A ação de prestação de contas corre no Cartório da 5ª Vara Empresarial. No dia 28 seguinte, o juiz Paulo Assed Estefan assinou um despacho determinando o prosseguimento do processo com a citação da ré.

No processo, Luiza explica que, após a formação da dupla, em 2017, a dupla assinou um contrato de agenciamento com a Workshow Produções Artísticas, em Goiânia e, a partir disso, o empresário Wander Divino de Oliveira passou a cuidar da carreira dos artistas.

Com o poder da relação de agenciamento, Luiza diz a Workshow firmou uma série de contratos com gravadoras com o objetivo de impulsionar a carreira da dupla dentro da música sertaneja. Nisso, foi concedida a algumas gravadoras a licença exclusiva para exploração de gravações de Luiza e Maurílio.

Segundo o documento, os valores combinados nos contratos eram pagos à Workshow. O processo cita uma quantia de R$ 2.881.699,10 que teria sido pago em setembro de 2019 por uma gravadora à Workshow e que deveria ser repassado diretamente à Luiza e Maurílio.

No entanto, Luiza afirma que jamais recebeu qualquer valor além dos R$ 2,5 mil, que foi o valor firmado no início do contrato. A alegação do empresário, conforme o processo, é que a dupla ainda não teria dado lucro, mesmo após eles terem alcançado o sucesso.

Com isso, a cantora pede, na ação, que a empresa apresente todos os documentos que envolvam a dupla Luiza e Maurílio, além de contratos e documentação de pagamentos da empresa com pelo menos três gravadoras entre novembro de 2018 e em 24 de setembro de 2019.

Além disso, a cantora também pede que, se confirmada irregularidades nos repassasses, seja julgado o pedido para apurar o valor devido pela empresa.

Processos em Goiás

A cantora Luiza Martins tem ao menos dois processos na Justiça de Goiás contra o empresário Wander Divino e a empresa que agenciavam a carreira dela e de sua ex-dupla, Maurílio.

Em um dos processos, Luiza entrou com uma ação para oficializar o cancelamento do contrato com a Workshow Produções Artísticas, que tem sede em Goiânia, e para pedir que a empresa e o empresário deixem de usar imagens e informações dela, seja sozinha ou com Maurílio.

No outro, a cantora diz que recebia R$ 2,5 mil por mês e pede que o empresário preste contas de contratos que passam de mais de R$ 7 milhões. Ela também pede que o empresário apresente os comprovantes de despesas e investimentos da dupla, que teriam passado de R$ 13 milhões.

Fonte: https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2022/08/12/luiza-diz-em-processo-que-empresa-deixou-de-repassar-r-28-milhoes-que-deveriam-ter-sido-pagos-a-ela-e-maurilio.ghtml