Foto: Divulgação
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Com a decisão desta quinta-feira (15), os processos que tramitaram na então Vara comandada pelo ex-juiz Sérgio Moro ficam sob responsabilidade de outros magistrados, que dificilmente julgarão o processo antes do próximo pleito presidencial.

O caso do tríplex do Guarujá, responsável pela primeira condenação do petista, demorou cerca de 1 ano e cinco meses de tramitação, desde a denúncia formal, apresentada pelo MPF (Ministério Público Federal) no dia 9 de março de 2016, até a condenação, no dia 12 de julho de 2017. Assim, mesmo que o processo na capital federal siga o mesmo ritmo imposto por Moro, o ex-presidente Lula continuará ficha-limpa até a eleição.

Segundo a Lei Complementar nº 135/10, conhecida como Lei da Ficha Limpa, a inelegibilidade de um político acontece caso a decisão se refira a crimes estabelecidos na própria norma e quando transitar em julgado, ou quando for “proferida por órgão judicial colegiado”.