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A Zona Franca de Manaus deixou de receber pelo menos R$ 650 milhões que seriam investidos em projetos industriais. A informação foi divulgada pelo presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, que citou declarações do ministro da Economia e também e também presidente do Conselho de Administração da Suframa, Paulo Guedes, a respeito do modelo como motivo de insegurança para novos investimentos.
Segundo Périco, as empresas não querem arriscar colocar dinheiro em um ambiente de instabilidade econômica. “Todas as vezes que o ministro se pronuncia é com um antaganismo àquilo que tem toda a atenção dos investimentos no País. Foram anunciados R$ 500 milhões pela Honda e R$ 150 milhões da indústria de concentrados. Esses recursos agora estão em espera. Ninguém vai colocar um centavo aqui enquanto não tiver um ambiente que garanta o mínimo de segurança e respeito aos investimentos já existentes”, disse o dirigente.
Paulo Guedes tem declarado, desde o início de sua gestão, que pretende modificar o sistema de distribuição e zerar impostos para todo o País. No início deste mês, o ministro declarou ainda que o modelo incentivado custava bilhões aos cofres públicos. Essas declarações tem repercutido de forma negativa para algumas empresas que possuem cacife para realizar investimentos no Polo Industrial de Manaus, como Foxconn Moto Honda, Sense Bike e Panasonic, entre outras.
Faturamento
Dados disponíveis no site da Suframa mostram que o modelo Zona Franca de Manaus gera mais de 80 mil empregos diretos por ano e fechou 2018 com faturamento de R$ 92,67 bilhões.
De janeiro a maio deste ano, o faturamento do Polo Industrial foi de R$ 40,8 bilhões, um crescimento de 10,7% em relação ao mesmo período do ano passado,que foi de R$ 36,8 bilhões.