InícioVARIEDADESProfessora é investigada por dizer que homossexualidade é “pecado”

Professora é investigada por dizer que homossexualidade é “pecado”

Ela fazia uma leitura do conceito de heteronormatividade, criado por Michael Warner em 1991, que se refere à homossexualidade como “desvio”, “crime”, “aberração”, “doença”, “perversão”, “imoralidade” e “pecado”
Nesta terça-feira (14), foi instaurado um inquérito para investigar uma professora cristã que disse em uma live que a homossexualidade era “pecado”. A transmissão foi feita no seu perfil pessoal no dia  1º de julho no Instagram.
A educadora paraibana Lourdes Rumanelly Mendes dos Reis, fazia uma leitura do conceito de heteronormatividade, criado por Michael Warner em 1991, que se refere à homossexualidade como “desvio”, “crime”, “aberração”, “doença”, “perversão”, “imoralidade” e “pecado”.
 “Trocaram a verdade de Deus pela mentira […] por causa disso Deus os entregou a paixões vergonhosas. Até suas mulheres trocaram suas relações sexuais naturais por outras, contrárias à natureza. Da mesma forma, os homens também abandonaram as relações naturais com as mulheres e se inflamaram de paixão uns pelos outros […]”.
Diante disso, uma investigação foi aberta pela Delegacia Especializada contra Crimes Homofóbicos e Intolerância Religiosa da Polícia Civil da Paraíba, depois da denúncia protocolada pela Comissão da Diversidade Sexual e de Gênero da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Paraíba (OAB-PB).
Através de uma nota, a professora Lourdes Rumanelly lembrou que tem 13 anos de magistério, e que nos vídeos vinha abordando um diálogo entre religião e ciência, com o objetivo de mostrar que ambos dialogam entre si.
De acordo com ela, o seu objetivo era “expor o que as ciências naturais dizem acerca da constituição do sexo do indivíduo, endossando o que a Bíblia também relata sobre o tema” e destacou que não tinha a intenção de desrespeitar “os membros da comunidade LGBTQI+”.
José Baptista de Melo Neto, que preside a Comissão da Diversidade Sexual e de Gênero da OAB-PB, registrou um boletim na Polícia Civil e disse ue as palavras da professora podem ser consideradas crime, citando a decisão do Supremo Tribunal Federal de igualar o crime de homofobia ao de racismo


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