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Segundo o Dieese, 42,3 milhões de pessoas receberão o auxílio

 A renda mínima emergencial que será concedida
devido aos efeitos econômicos da pandemia de coronavírus poderá atender 20,4%
da população brasileira, segundo estimativa feita pelo Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). De acordo com
o levantamento 42,3 milhões de pessoas podem ser beneficiadas.
 Benefício pago a trabalhadores informais de
baixa renda e inscritos no Bolsa Família, a renda básica emergencial de R$ 600
ou de R$ 1,2 mil para mães solteiras será depositada de forma automática para
quem já está no Cadastro Único de Programas Sociais (CadÚnico) a partir desta
quinta-feira (9) e tem conta no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal.
Os demais trabalhadores terão de se cadastrar no aplicativo Caixa Auxílio
Emergencial ou no site Auxílio
Caixa e começarão a ser pagos até o dia 14.

 São Paulo

 No estado de São Paulo, o benefício poderá chegar,
segundo a estimativa, a 6,6 milhões de pessoas, ou 14,4% da população paulista.
Sendo que somente na cidade de São Paulo, 1,6 milhão podem receber o auxílio,
13,1% dos que vivem na capital.

 Nordeste

 No Maranhão, o benefício poderá chegar a 29,6%
de toda a população do estado, abrangendo 2,1 milhões de pessoas. Na Bahia, o
percentual de atendidos também é semelhante (29,4%), com 4,4 milhões de
possíveis beneficiários. Em Alagoas, o número percentual é de 29,9%, o que
significa 993 mil atendidos.
 No Rio de Janeiro, a estimativa é que o
dinheiro possa atender 3,3 milhões de pessoas no estado (19,1% da população).
Na capital fluminense, o auxílio pode chegar a 949 mil, ou 14,2% dos que vivem
na cidade do Rio de Janeiro.
 No Distrito Federal, a renda emergencial
poderá beneficiar 391 mil, o que representa 13,2% dos habitantes de Brasília e
das cidades satélites.

 Exigências

 Pelas regras estabelecidas no projeto de
auxílio emergencial aprovado pelo Congresso, os trabalhadores deverão cumprir
alguns critérios, em conjunto, para ter direito ao benefício, como não ter
emprego formal; não receber benefício previdenciário ou assistencial,
seguro-desemprego ou outro programa de transferência de renda federal, com
exceção do Bolsa Família; ter renda familiar mensal per capita (por pessoa) de até meio salário mínimo
(R$ 522,50) ou renda familiar mensal total (tudo o que a família recebe) de até
três salários mínimos (R$ 3.135,00); e não ter recebido rendimentos
tributáveis, no ano de 2018, acima de R$ 28.559,70.
Foto: Marcello Casal Jr.