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Problemas que deveriam ficar em sigilo estão chegando a público. Ceni tem enorme desconfiança da maioria da diretoria. Renato Gaúcho é uma sombra que só cresce

 

A pressão está cada vez maior sobre Rogério Ceni.

São três derrotas nos últimos cinco jogos.

Com o Flamengo, mesmo com os desfalques pela Copa América, repetindo futebol decepcionante e falta de resultados.

Está cada vez mais clara a falta de sintonia entre ele e os atletas, que não o defendem das críticas, cobranças da imprensa, da torcida.

A diretoria do Flamengo também segue insatisfeita pela falta de tranquilidade, estabilidade no clube. Os questionamentos internos também crescem.

O vice de futebol Marcos Braz está cada vez mais isolado, na defesa de Ceni.

As notícias internas, com potencial para abalar ainda mais o treinador, têm vazado.

Como o difícil relacionamento com o elenco.

Sua preferência em conversar com os mais velhos, de maior prestígio, esquecendo o restante do grupo.

O distanciamento que faz com que o elenco não se envolva emocionalmente com o técnico. Deixando a relação impessoal, apenas profissional. Ao contrário do que costuma acontecer no Flamengo, com o treinador e jogadores muito próximos.

Pesa também a irritação pela diretoria não conseguir reforços pedidos, como Thiago Mendes, que voltou aos treinamentos no Lyon. Kenedy segue no Rio, apenas esperando que o Flamengo se acerte com o Chelsea.

A imprensa carioca também revela que o treinador segue irritado. Pela falta de punições por parte da diretoria a atletas que o desrespeitaram.

 

Virou costume jogadores fazerem cena quando são substituídos. Desrespeitando Ceni e os atletas que entraram nos seus lugares. Já foi assim Gabigol, Gerson, Bruno Henrique, Pedro e Michael. E nada, nem uma repreensão pública, aconteceu.

Um fato importante chegou aos ouvidos de jornalistas do Rio de Janeiro.

Rogério Ceni quis aproveitar dez dias que teve livres no início do Brasileiro. Ele queria fazer treinamentos de manhã e de tarde. Só que houve uma rebelião. Os atletas questionaram a decisão. E o departamento de Fisiologia do Flamengo deu razão aos jogadores, confirmando que não precisavam de tantos treinos. Situação desmoralizante. E que deveria ficar entre Ceni e os atletas.

Toda vez que acontece, como no clássico contra o Fluminense, o fato de o Flamengo dominar e desperdiçar gols, e o adversário vencer, na reapresentação, Ceni irritado, passa a treinar finalizações em excesso. Deixando claro que ele batia muito bem na bola quando era jogador.

Está cada vez mais claro.

O que acontece no Flamengo envolvendo Rogério Ceni chega à impresa do Rio de Janeiro. Principalmente os fatos negativos.

A insatisfação com o técnico nasce na Gávea. É de dentro para fora, não ao contrário.

Daqui a oito dias, o Flamengo começa a disputa das oitavas-de-final da Libertadores. Contra o Defensa y Justicia, na Argentina.

A diretoria do clube precisa que o clube avance. Envolve dinheiro da Conmebol, de transmissão.

Ceni sabe disso.

 

Mas antes disso há dois jogos.

O Atlético Mineiro, amanhã, em Belo Horizonte. E a Chapecoense, domingo, no Maracanã.

Duas partidas perigosas.

Para Rogério.

Ele precisa das vitórias para ter a confiança da diretoria na disputa eliminatória da Libertadores.

O treinador sabe muito bem disso.

Contará com as voltas de Isla, Arrascaeta e Piris da Motta, que voltaram da Copa América, hoje.

São reforços fundamentais.

Porque Ceni tem uma ameaça real que paira no ar.

É velho desejo na Gávea.

E paixão correspondida.

Renato Gaúcho está livre, desimpedido.

Só esperando o convite para realizar seu sonho.

E trabalhar no Flamengo como técnico.

A semana terá enorme peso no futuro de Ceni.

O desgaste está passando de todos os limites…

 

Fonte: R7

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