Brasil – Suzane Richthofen deve deixar a Penitenciária Santa Maria Eufrásia Pelletier nos próximos dias, devido ao benefício da saída temporária de Natal e Ano Novo.

Condenada a 39 anos de prisão sob acusação de participar do assassinato dos pais, ela cumpre pena em regime semiaberto na cadeia localizada em Tremembé, no interior de São Paulo.

A defesa de Suzane afirmou ao Metrópoles que o benefício foi concedido à detenta assim como já ocorreu em anos anteriores. Com a medida, a mulher de 38 anos poderá passar o fim de ano em liberdade e retornar à penitenciária nos primeiros dias de 2022.

De acordo com o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), essa saída temporária ocorrerá na quinta-feira (23/12) e os presos devem retornar em 3/1/22. “São as datas padrão, mas em algumas localidades pode haver alteração, por algumas peculiaridades locais”, afirmou o TJ-SP.

Saída temporária

Suzane foi condenada em 2002 a 39 anos de prisão em regime fechado, mas, desde outubro de 2015, cumpre a pena em regime semiaberto. Apenas nessa modalidade, os condenados têm direito ao benefício de saída temporária.

A primeira vez que Suzane deixou a prisão em uma saída temporária foi em março de 2016, quando recebeu o benefício referente à Páscoa. Entre os critérios avaliados para conceder a saidinha aos detentos, está a boa conduta na prisão.

Dia dos Pais e Dias Das Mães

Além do período de Natal e Ano Novo, as saídas temporárias previstas no regime semiaberto geralmente são agendadas para ocorrer na Páscoa, Dia das Mães, Dia dos Pais e Finados.

Suzane já foi beneficiada com a saidinha marcada para os Dias do Pais em 2016 e em 2018. Em 2019, a Justiça concordou que Richthofen deixasse a prisão no período do Dias das Mães, o que causou bastante polêmica, pelo motivo de sua condenação.

Faculdade

Após ser aprovada no Enem, a condenada recebeu em setembro autorização para estudar fora da unidade prisional. Suzane cursa biomedicina em uma faculdade em Taubaté, no interior de São Paulo.

Ela pode deixar a penitenciária às 17h para ir à aula e deve retornar ao presídio até 23h45. Inicialmente, a presa fazia o trajeto por meio de carros de aplicativo, mas depois passou a usar o ônibus para ir à faculdade.

Atualmente, ela não precisa mais utilizar a tornozeleira eletrônica, uma vez que, segundo a decisão judicial, já foi beneficiada por 24 saídas temporárias, sem registros de problemas com retorno à unidade.

Caso von Richthofen

O ex-namorado de Suzane, Daniel Cravinhos acabou condenado a 39 anos e 6 meses em regime fechado, mas deixou Tremembé em 2017, após autorização para cumprir pena em regime aberto.

O irmão de Daniel, Cristian Cravinhos, também participou dos assassinatos e recebeu pena de 38 anos e 6 meses em regime fechado. Ele chegou a conseguir liberação para o aberto, mas após ser preso em 2017 por tentativa de suborno perdeu o direito e precisará cumprir mais 22 anos, 10 meses e 15 dias na P2, em Tremembé.

Fonte: Metrópoles