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Buscando impulsionar a cultura e a economia dos povos originários da floresta, a Fundação Estadual do Índio (FEI), realiza a 1ª edição da Feira de Artesanato Indígena, que reúne 85 artesãos da região do Alto Rio Negro, até o próximo dia 3 de setembro, a partir das 14h, em São Gabriel da Cachoeira (distante 852 quilômetros de Manaus).

A feira foi aberta na quarta-feira (30/08), durante o 25º Festival Cultural das Tribos Indígenas do Alto Rio Negro (Festribal) e pretende também gerar renda e visibilidade para os trabalhos de 85 artesãos locais por meio das vendas dos produtos artesanais.

Entre os itens expostos, os visitantes podem encontrar adereços festivos, cordões, pulseiras, brincos, objetos de decoração, roupas e produtos naturais.

A abertura da feira contou com a participação do diretor-presidente da FEI, Sinésio Trovão, além do assessor jurídico, Luiz Braz e do assessor técnico, Sérgio Ricardo.

Sinésio Trovão destacou a importância do artesanato na cultura e na economia dos povos originários do Amazonas. “O evento está sendo possível graças ao trabalho integrado com a prefeitura de São Gabriel da Cachoeira, visando fortalecer a economia e mostrar um pouco da obra e talento dos parentes indígenas da região”, pontuou Trovão.

A artesã indígena, Bernadete Baré agradeceu o apoio do Governo do Estado pelo olhar sensível e a atenção em priorizar o empreendedorismo indígena no Amazonas. “Todas nós realizamos um trabalho manual rico em detalhes como cestaria, gargantilhas e também utilizamos sementes de açaí, buriti, e todos os tipos e as fibras de palmeiras que são retirados diretamente da natureza e de maneira sustentável”, detalhou a artesã.

O assessor técnico da FEI, Ricardo Peguete responsável pela organização de feiras disse que a preocupação foi oferecer uma estrutura de qualidade cênica para que os visitantes de encantem quando passarem pelo os estandes

Festribal

O Festival Cultural das Tribos Indígenas do Alto Rio Negro é considerado a maior manifestação cultural dos povos originários da floresta. O município amazonense está situado na fronteira com a Colômbia e Venezuela, e possui a maior diversidade étnica indígena no Brasil: nove em cada de seus habitantes pertencem a estes grupos.