O deputado federal, Capitão Alberto Neto, deu entrada na justiça, nesta segunda-feira (14/03), com o recurso de Notícia-crime em desfavor do filme de DANILO GENTILI pela suposta prática do crime de pedofilia.

Após tomar conhecimento das cenas do filme: “Como se tornar o pior aluno da escola”, escrito pelo apresentador de TV Danilo Gentili e que foi exibido em todas as telas de cinema do Brasil em 2017, agora, disponível na Netflix, o deputado, Capitão Alberto Neto, deu entrada, na Procuradoria Geral da República, uma notícia-crime para que tome as providências cabíveis na seara criminal para apurar a suposta prática do crime de apologia à pedofilia no filme.

Em discurso protocolado na câmara dos deputados, o Capitão Alberto Neto repudia as cenas do filme e pede respeito e decência.

“DECÊNCIA! RESPEITO! RESPEITO! Essas são palavras que desde muito cedo eu aprendi seus valores. Até hoje são fundamentais nas minhas ações.

Com esse sentimento de decência que eu abro a minha fala, nesta casa. Na realidade, não, não é só esse sentimento, há outros. É uma mistura. Isso mesmo, ESTOU COM SENTIMENTO de TRISTEZA, de REVOLTA, de REPÚDIO.

Definitivamente, REPÚDIO, ecoa dentro de mim, desde o momento em que eu assisti a uma cena de um filme. Ele foi inserido, recentemente, na lista de filmes da NETFLIX. Este filme incentiva a prática de pedofilia, chama livro de “bosta”, intitula a escola de “oceano poluído”, ensina a destruir livros, materiais, e acaba com o conceito real do que é educação.

Esse filme é um recorte de um cinema que NÃO pode ser exibido, que destoa de todas as outras criações artísticas maravilhosas já lançadas no país. Esse filme desconstrói valores, ensina o inverso do que é respeito, educação, não agrega em nada.

Sinceramente, ISSO não é HUMOR! NATURALIZAR uma cena como essa que eu não consigo nem relatar de tão repugnante que é, não pode se tornar algo imperceptível.

NÃO! NÃO! Eu não consigo ficar calado, quieto, diante de uma situação dessa!

DECLARO meu repúdio ao filme! DECLARO a minha indignação por essa tentativa de naturalizar algo tão asqueroso.

Não, não, senhor Gentili, não use a máscara da educação, do didático para forjar um ensinamento por trás desse filme porque não existe nada didático. Não se aproprie do nome educação para tentar justificar os absurdos demonstrados nesse filme”, disse o parlamentar em seu discurso protocolado na câmara dos deputados.

O filme gerou repercussão negativa, em todo o Brasil, após ser disponibilizado, dessa vez, na plataforma da Netflix e exibir uma cena em que o ator e comediante Fábio Porchart assedia dois alunos menores de idade. Naturalizando, assim, a pedofilia. Tal fato viralizou nos aplicativos de conversas, nas redes sociais e ganhou visibilidade nacional.

 

Fonte: Assessoria de Imprensa do Dep. Cap. Alberto Neto

Foto: Divulgação