O Comando de Operações Especiais dos Estados Unidos está investindo milhões de dólares em uma pílula capaz de retardar o envelhecimento provocado pelo desgaste físico e psicológico em militares da ativa. O alto comando parte da premissa de que atividades de risco precisam de compensação maior do que simplesmente dinheiro e pretende testar o medicamento já em 2022. No entanto, ainda paira no ar dúvidas quanto à efetividade da pílula e como ela poderia ser aproveitada em benefício da sociedade como um todo.

Segundo a agência de notícias especializada Breaking Defense, o Pentágono tem buscado, sem rodeios, formas efetivas de aprimorar a performance humana, mas nega que o objetivo seja criar supersoldados. Hoje é de conhecimento público que, na Segunda Guerra Mundial, nazistas usaram metanfetaminas − em especial o Pervitin – nos campos de batalha da Europa para turbinar seus soldados. Porém, ao contrário das pílulas alemãs, o medicamento americano teria a função de retardar o envelhecimento e impedir contusões provocadas por tensão e desgaste físico – as mesmas que afligem atletas, por exemplo.

A pesquisa, conduzida pelo laboratório MetroBiotech, visa a desenvolver um nutracêutico na forma de pílula que, eventualmente, poderia beneficiar civis, aumentando a resistência e a resposta do organismo a ferimentos e contusões. Via de regra, nutracêuticos são suplementos alimentares que ajudam a regular o nível de colesterol, melhorar as funções intestinais e proteger os ossos, entre outros benefícios. A pílula militar, no entanto, é resultado de alto investimento em biotecnologia, aplicada nas células de performance humana – ou, em termos simples, a fornalha que confere energia ao organismo.