O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, depõe pela segunda vez à CPI da Pandemia na manhã desta terça-feira. Na segunda, ele apresentou nesta segunda-feira o protocolo de segurança contra a covid-19 para a realização da Copa América no Brasil.

Respondendo a críticas sobre o Brasil sediar o campeonato em meio à pandemia de coronavírus, ele afirmou que o torneio ocorrerá em “ambiente sanitário controlado” e que não há motivo para impedir a sua ocorrência.

Segundo ele, com 28 jogos e 10 times que vão sendo eliminados ao longo da competição, a Copa América “não é um campeonato de grande dimensão” —as partidas começam no próximo domingo, 13 de junho, e terminam em 10 de julho. O Brasil somava até a segunda 474.414 mortes causadas pela covid-19 desde o início da pandemia.

Após ser questionado pelo relator da comissão, senador Renan Calheiros (MDB-AL), Queiroga minimizou as aglomerações causadas pelo presidente e afirma que o ministro da Saúde não pode julgar as ações de Bolsonaro.

“O cuidado é individual, o benefício é de todos. O presidente da República (Bolsonaro) não conversou comigo a cerca da atitude dele, eu sou ministro da Saúde e não sou sensor dele. O presidente não é julgado pelo ministro da Saúde. As recomendações sanitárias estão postas, cabe a todos aderir essas recomendações”, disse.