Um jovem de 18 anos foi encontrado esquartejado na tarde de quinta-feira (29), em Ponta Porã, a 326 quilômetros de Campo Grande, região de fronteira com o Paraguai. Eduardo Gonzalez Alvarenga teria sido mais uma vítima do grupo que se autodenomina ‘justiceiros da fronteira’.

Conforme o boletim de ocorrência, Eduardo foi perseguido, alcançado e colocado dentro de um carro de luxo, no Jardim Universitário. Policiais chegaram no local em seguida, porém, os suspeitos já tinham fugido levando o rapaz.

O aviso dizia: “Celso Gonçalves e Leandro Gonçalves (Surubi), vocês são os próximos”. O papel foi recolhido para perícia, assim como as nove cápsulas encontradas junto ao carro: três de pistola 9 mm; 5 de pistola 556 e uma de pistola 762.

Mais tarde, a polícia foi informada de que havia um carro em chamas às margens da BR-463. Perto do veículo, os policiais encontraram o corpo de Eduardo: esquartejado e com um bilhete ao lado.

O carro incendiado ficou completamente destruído e, segundo a polícia, sem condições de identificar a placa ou chassi. O veículo é do mesmo modelo usado no sequestro de Eduardo.

Como o crime aconteceu no Brasil, foi registrado e será investigado pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul como homicídio qualificado pelo emprego do meio e pelo recurso que dificultou a defesa da vítima.

Eduardo Gonzalez morava em Ponta Porã e, de acordo com a polícia, não tinha passagens criminais.

As primeiras vítimas foram os namorados Mateo Martínez Armoa, de 21 anos, e Anabel Centurion Mancuelo, de 22. O casal estava em uma choperia de Pedro Juan Caballero, na noite de segunda-feira (26) quando foi atingido por cerca de 35 tiros.

 

Fonte: G1

Violência na fronteira

Eduardo Gonzalez é quarta pessoa a ser executada nesta semana, na região de fronteira com o Paraguai. Os suspeitos dos crimes seriam integrantes do grupo autodenominado ‘justiceiros da fronteira’. Eles deixam bilhetes junto aos corpos.