Dois meses após passar por uma enorme crise na saúde devido ao covid-19, Manaus zera a fila de pacientes à espera de um leito na UTI.

Na segunda onda de covid que se alastrou pela capital do Amazonas em 2021, o sistema alertava cerca de 600 chamadas por um leito em hospitais da cidade. Pacientes costumavam esperar até 72h para a liberação de um leito.

Atualmente a situação tomou outras proporções e ficou mais tranquila.

“Nós temos um atendimento hoje muito rápido na capital do Amazonas. Em até 6 horas no máximo essa regulação é feita. O interior, dependendo do município, em até 24 horas porque nós precisamos da remoção aeromédica, mas os números estão caindo para Covid e isso é importante”, disse Marcellus Campêlo, secretário da Saúde do estado.

Recentemente, com a situação mais calma, o Amazonas tem recebido pacientes de outros estados para ajudar no tratamento contra a covid-19, ao total, foram transferidos 45 pessoas.

Entretanto, segundo o pesquisador Henrique dos Santos Pereira (Universidade Federal do Amazonas), ainda não podemos “baixar a guarda”.

“O fato é que, neste momento, já com as medidas de flexibilização adotadas, os indicadores parecem estar estacionados há duas semanas e em patamar mais elevado do que o que nós tínhamos em dezembro, antes do início da segunda onda da pandemia, indicando que Manaus ainda sofre e ainda está sob o efeito dessa segunda onda” diz Henrique.

 

Foto: Michael Dantas/AFP