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MANAUS – A juíza federal Jaiza Maria Pinto Fraxe, da 7ª Vara Federal Ambiental e Agrária da Seção Judiciária do Estado do Amazonas, se pronunciou na manhã desta sexta-feira, 13, sobre o caso de racismo contra um homem, registrado em um shopping de Manaus na quinta-feira, 12. O episódio foi filmado e as imagens viralizaram nas redes sociais.

Em uma publicação no Twitter, a magistrada enfatizou que racismo é um crime imprescritível e inafiançável e, para ela, é um caso que merece apuração e responsabilização.

“Amanheço o dia vendo nas redes sociais episódio de racismo em shopping da cidade de Manaus. Racismo é crime imprescritível e inafiançável, merece apuração e responsabilização. Crianças frequentam shoppings; é muito feio ensinar crianças a serem racistas. Ensinem o respeito a seus filhos”, escreveu Jaiza Fraxe.

Racismo

O caso foi registrado nessa quinta no Amazonas Shopping, localizado no bairro Parque Dez, Zona Centro-Sul de Manaus. As imagens causaram revolta entre internautas.

No vídeo, um homem aparece acusando uma mulher de racista. De acordo com testemunhas, a vítima estava na companhia da família quando a mulher teria disparado ofensas contra ele na praça de alimentação do estabelecimento.

Assista ao vídeo:

Revolta

O episódio tomou conta das redes sociais e causou revolta. Uma mulher escreveu em uma publicação no Twitter que assistiu ao vídeo apreensiva, com medo da vítima ser presa.

Um outro internauta destacou a postura da vítima e disse que “o tempo de ficar calado já passou”.

Por meio de nota, o centro de compras se pronunciou sobre o caso e disse que não compactua com qualquer ato de discriminação ou preconceito, se colocando à disposição do cliente para auxílio no registro da ocorrência. O shopping destacou, ainda, que preza por um ambiente de diversidade, acolhedor e de boa convivência.

A assessoria da Polícia Civil (PC) foi procurada pela reportagem para saber se a ocorrência foi registrada e, como será o trabalho de investigação para solucionar o caso, mas até a publicação desta matéria, as demandas não foram respondidas.

Texto: Bruno Pacheco – Da Revista Cenarium